Revista de Ciência Elementar

Opinião do trimestre

Consulte aqui todos os artigos de opinião publicados na Revista de Ciência Elementar:

 

Índice de refração, esse desconhecido (parte II)


Manuel Joaquim Bastos Marques

Volume 4, Número 4, novembro a dezembro de 2016

Nesta segunda parte iremos abordar a dependência do índice de refração de parâmetros físicos: a temperatura, as tensões mecânicas, os campos elétrico e magnético e a própria intensidade luminosa. Estes tópicos serão abordados usando uma linguagem coloquial, procurando, contudo, manter o rigor científico. Ler mais

Índice de refração, esse desconhecido (parte I)


Manuel Joaquim Bastos Marques

Volume 4, Número 2 e 3, abril a outubro de 2016

Desafiado a escrever um texto dentro da temática da Ótica, decidi abordar um tema que parece, à primeira vista, não trazer nada de interessante – o índice de refração. O índice de refração é muito utilizado no ensino da ótica mas ainda tem muitos aspetos que são desconhecidos pela maioria dos professores. Ler mais

 

A clonagem de plantas


Jorge M. Canhoto

Volume 4, Número 1, janeiro a março de 2016

Em comparação com os animais, as plantas apresentam um desenvolvimento muito diferente. Esta situação resulta do facto de, nas plantas, a maior parte do desenvolvimento ser pós-embrionário, ou seja ocorrer depois do embrião ter germinado. Nos animais, pelo contrário, os órgãos formam-se durante o desenvolvimento embrionário. Ler mais

PARA MEMÓRIA FUTURA
Uma pequena história da Casa das Ciências


Manuel Luís Silva Pinto

Volume 3, Número 4, outubro a dezembro de 2015

Tanto quanto me recordo, faz por estes dias oito anos que o embrião da Casa das Ciências começou a ganhar forma. No final do outono de 2007, fui contactado pelo Professor Ferreira Gomes para uma “conversa” que tinha por objectivo saber se estaria disponível para pôr de pé uma ideia que gravitava em torno da web e dos conteúdos para o Ensino da Ciência.Ler mais

 

Taxonomia: será que ainda é necessária?


Rubim Almeida

Volume 3, Número 3, julho a setembro de 2015

Sempre que alguém menciona a palavra “taxonomia” metade do mundo imagina imediatamente alguém já com uma provecta idade num gabinete mantido na penumbra, a cheirar a naftalina, e rodeado de pilhas de plantas secas ou animais empalhados. A outra metade, automaticamente, pensará em animais “empalhados” (taxidermia), ou “isso já não se usa” e ainda haverá aqueles (geralmente alunos) que pensarão “QUE MEDO!!!!!”.Ler mais

Imagem, ilustração e Ciência


Manuel Luís Silva Pinto

Volume 3, Número 2, abril a junho de 2015

Muitas vezes, senão quase sempre nas Ciências ditas “Naturais”, a imagem é um instrumento fundamental quer para a apreensão de conhecimento, quer para a sua análise quer mesmo para a sua discussão. Embora toda a aprendizagem da Ciência, em sentido lato, nunca dispense a experimentação como modelo privilegiado de apreensão e compreensão do conhecimento, nem sempre o registo desses procedimentos e a observação do experimentado perduram, quer na memória quer na estrutura conceptual de quem aprende. O papel da imagem neste contexto, seja ela digital ou em qualquer outro tipo de suporte, é essencial para que se façam consolidações de saberes e refrescamento de memória.Ler mais

Flores, sexo e letras


Jorge M. Canhoto

Volume 3, Número 1, janeiro a março de 2015

As flores sempre inspiraram o génio humano. A humanidade seria certamente mais pobre sem os “lírios” de van Gogh, as “papoilas” de O’Keeffe ou as “flores” de Warhol. No entanto, para as plantas, as flores têm funções mais prosaicas – destinam-se “apenas” a assegurar a produção de descendentes. À semelhança de muitos e diversificados organismos, as plantas também se reproduzem sexuadamente embora apresentem muitas estratégias de reprodução assexuada. Nas plantas com flor, conhecidas como angiospérmicas, as flores são os órgãos que asseguram a reprodução sexuada, sendo as angiospérmicas as únicas plantas capazes de produzir este tipo de estruturas. No entanto, a importância das flores vai muito para além da sua função biológica. O aparecimento da flor em termos evolutivos implicou o surgimento de outras estruturas, como o fruto, onde as sementes se desenvolvem e permanecem protegidas. Para além disso, em muitas espécies, o fruto auxilia a dispersão das sementes, permitindo a colonização de novos habitats. Ler mais

As animações virtuais no ensino interativo da Física


Paulo Simeão Carvalho

Volume 3, Número 1, janeiro a março de 2015

O ensino por computadores é já uma realidade em muitas das nossas escolas e instituições educativas. Como consequência, uma boa parte do ensino teórico e experimental das ciências já não consegue ser feito sem o auxílio dos computadores. É assim com naturalidade, que muitos professores utilizam, na sua prática letiva, software educativo para o ensino da Física. Muito desse software resulta em aplicações multimédia, de onde se destacam as simulações. Apesar da qualidade dos materiais disponíveis na internet, um dos problemas com que os professores se deparam é, com frequência, a ausência de sugestões de exploração didática adequadas, que tornem o uso desses recursos em verdadeiras ferramentas de ensino interativo. Por Ensino Interativo, referimo-nos a “todo o ensino elaborado para promover a aprendizagem conceptual através do envolvimento interativo dos alunos, em atividades de raciocínio (sempre) e práticas (habitualmente), que conduzam a um feedback imediato através da discussão entre os alunos e/ou o professor” (Hake, 1998). Neste contexto, o uso da modelação matemática associada quer ao algoritmo por detrás das simulações, quer à análise dos dados recolhidos a partir daquela, reforça a aprendizagem conceptual dos alunos que raramente é contemplada pelos programas nacionais e consequentemente, pelos professores.Ler mais

Prémio Nobel da Química 2014


Paulo Ribeiro Claro

Volume 2, Número 4, outubro a dezembro de 2014

O Prémio Nobel da Química de 2014 foi atribuído a Eric Betzig, do Instituto Médico Howard Hughes (EUA), Stefan Hell, do Instituto Max Planck (Alemanha), e a William Moerner, da Universidade de Stanford (EUA), pelo “desenvolvimento da microscopia de super-resolução por fluorescência”. É este o parágrafo padrão que a maioria das agências noticiosas utilizou para divulgar ao mundo a decisão do Comité Nobel. Mas o que está para além da descrição sintética apresentada pelo Comité para justificar a atribuição, o tal “desenvolvimento da microscopia de super-resolução por fluorescência”? Que informação adicional poderemos dar aos nossos alunos em sala de aula, ao amigo que quer desenvolver o tema, ou num texto para a Ciência Elementar? Ler mais

O que é feito da nanotecnologia?


Eulália Pereira

Volume 2, Número 4, outubro a dezembro de 2014

A nanotecnologia tem merecido um lugar de destaque na atenção do público, tanto pelas inúmeras e admiráveis possíveis aplicações, como pelos riscos que poderá representar para o ser humano e para o ambiente. Embora se tenha frequentemente identificado a nanotecnologia como a grande revolução tecnológica do século XXI, o seu impacto real na sociedade nem sempre é evidente. E tal suscita-nos algumas questões: As promessas estão a ser cumpridas? Onde estão os produtos de nanotecnologia? Qual o real impacto da nanotecnologia na sociedade? Ler mais

O que há de novo no ensino da Física e da Química?


Carlos Fiolhais

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

No ano de 2013 foram definidas metas curriculares para a disciplina de Físico-Química (o nome mais adequado seria Ciências Físico-Químicas) no 3.º ciclo do ensino básico, e novos programas e respectivas metas para a disciplina de Física e Química A do Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias do ensino secundário (10.º ao 11.º ano), e metas para as disciplinas de Física e Química do mesmo curso (12.º ano). No ensino básico mantiveram-se, por decisão ministerial, os programas que vigoravam e só se objectivaram, através da indicação de metas curriculares, os conteúdos e capacidades a solicitar aos alunos. Ler mais

Recursos digitais no ensino das Ciências


Jacinta R. Moreira & Margarida M. Morgado

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

Como já tivemos oportunidade de afirmar, o processo de Ensino e de Aprendizagem (E/A) pode ser encarado como um sistema de comunicação intencional que se produz num contexto institucional e no qual se geram estratégias desenvolvidas para promover a aprendizagem. Na medida em que definem quer uma atividade quer o resultado da mesma, o ensino e a aprendizagem, encontram-se intimamente associados e têm como finalidade a organização de situações de aprendizagem suscetíveis de proporcionar ao aluno uma participação ativa na edificação de saberes e no desenvolvimento de capacidades e de aptidões que se deseja que o acompanhem, de forma dinâmica ao longo da vida. Ler mais

Sustentabilidade e questões de (Geo)ética


Clara Vasconcelos & António Almeida

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

A (Geo)ética é um caminho para a sustentabilidade. A sustentabilidade é a capacidade de um sistema se manter em permanência. O princípio do desenvolvimento sustentável decorre da conceptualização a que é inerente a ideia de que a satisfação das necessidades do presente não pode comprometer as necessidades das gerações vindouras. Pensar as necessidades do presente e do futuro liga-se de imediato ao uso e gestão dos recursos naturais, de modo a procurar encetar passos efetivos que conduzam a uma justiça intra e intergeracional. Ler mais

A geologia do futuro


Luís Vitor Duarte

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

O espaço aqui consignado à “geologia do futuro” nasce do repto lançado pela Casa das Ciências ao signatário desta prosa, no âmbito do II Encontro Internacional da Casa das Ciências. Com um tema desta magnitude, proposto pela Comissão Organizadora do referido evento, muito pode ser dito ou refletido, ainda mais numa área do conhecimento tão fluida e cada vez mais cruzada com as áreas da química, física e biologia. O que aqui se reproduz tem o traço e a sensibilidade do autor e a sua experiência como geólogo, investigador e agente de ensino. Ler mais

Da nanociência à nanotecnologia


Eduardo F. Marques

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

Quando em 29 de Dezembro de 1959, numa reunião de físicos no campus do Caltech, Richard Feynman — um dos nomes cimeiros da Física do século XX — proferiu uma célebre palestra intitulada “There’s plenty of room at the bottom” (numa tradução livre: “Há imenso espaço no fundo”!...), estava lançado de forma genial, provocatória e visionária um repto científico que iria ecoar por décadas… Feynman não conhecia limites para a curiosidade e o desafio científicos, e a sua visão de ciência, partindo de uma formação física fundamental, era genuinamente holística e integrada. Os dados estavam lançados não só para físicos como para químicos, biólogos, cientistas e engenheiros da área dos materiais das gerações seguintes. Ler mais

Cinderella


Jorge Nuno Silva

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

O programa de Geometria Dinâmica Cinderella foi criado por Jürgen Richter-Gebert e Ulli Kortenkamp nos anos 90 do século passado. Outros programas existiam e tinham seguidores entusiastas, mas o Cinderella apresentava algumas características que o faziam único. Destaquemos nomeadamente que esta aplicação foi escrita em Java, sendo implementável em qualquer plataforma sem problemas. A participação do utilizador era agradável, cingia-se ao uso do rato. Desenvolvido com base numa teoria matemática sólida e sofisticada, o desempenho era rápido e certeiro. Ler mais

Computação científica no ensino


João Nuno Tavares

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

Estamos num século de (mais uma) profunda revolução científica e tecnológica, que muito se deve à comunicação e cooperação de comunidades científicas, oriundas das mais variadas áreas do conhecimento, criando equipas multidisciplinares responsáveis por progressos vertiginosos. É cada vez mais difícil definir objectivos específicos a cada uma das áreas tradicionais de investigação, e assiste-se a uma visão holística do conhecimento, traduzida em conteúdos cada vez mais inter e multidisciplinares. São muitos os exemplos. Ler mais

Evolução biológica no dia a dia das escolas


X. Sá-Pinto, R. Ponce, M. Fonseca, P. Oliveira & R. Campos

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

O que têm em comum Dom Afonso Henriques, o bacalhau, o sobreiro, as castas de videiras ou as leveduras necessárias à produção do vinho do Porto? Podemos tentar enumerar algumas das (muitas) caraterísticas partilhadas por estes seres vivos, mas uma resposta curta e completa será: um ancestral e uma longa história evolutiva comuns. De facto, as caraterísticas das espécies, bem como as interações ecológicas que estabelecem entre si são o resultado de uma longa história evolutiva. Assim, compreender a evolução biológica simplifica a descrição e a compreensão da diversidade de seres vivos que nos rodeiam, permitindo inter-relacionar conceitos de diversas áreas da biologia e integrá-los num quadro mais vasto de conhecimentos (National Academy of Sciences, 1998; National Science Teachers Association, 2003). Ler mais

Ensinar e aprender com Podcasts


Cristina A. de Almeida Aguiar

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

Todos esperamos e desejamos que a educação forneça as competências, o conhecimento e os valores necessários para os jovens desenvolverem os seus talentos e enfrentarem os desafios da sua vida profissional e cívica. Mas neste mundo complexo, global e dinâmico em que hoje vivemos, muitos desafios se colocam aos profissionais da educação na sua missão de ensinar e formar. A atual geração de estudantes, os nossos “nativos digitais”, é inquieta, está sempre conectada, vive sedenta de tecnologia e de novidades. É inegável: os estudantes do século XXI são muito diferentes dos estudantes do passado e os métodos tradicionais de ensino, aprendizagem e avaliação afastam-se claramente da sua realidade. Ler mais

O humor e a ciência


David Marçal

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

Em 1947 Isaac Asimov, então com 27 anos, já tinha publicado alguns dos contos mais emblemáticos da sua obra de ficção científica. Mas, por essa altura, andava às voltas com o seu doutoramento em bioquímica. Parte do trabalho experimental consistia em dissolver cristais de catecol em água, o que acontecia instantaneamente. Ocorreu-lhe que se os cristais de catecol fossem mais solúveis, dissolver-se-iam antes de entrarem em contacto com a água. Asimov andava também preocupado com a escrita da sua tese, que estava para breve. Como escrevia profissionalmente havia nove anos, e procurava sempre escrever o melhor possível, temia que não fosse capaz de escrever suficientemente mal para produzir uma tese com um estilo aceitável pela academia. Ler mais

A promoção e divulgação de Ciência como “tarefa nobre” de todos nós


Paulo Ribeiro Claro

Volume 2, Número 3, outubro a dezembro de 2014

«É melhor acender uma vela do que maldizer a escuridão»
Confúcio / Carl Sagan
A frase acima – atribuída ao filósofo chinês Confúcio – foi utilizada por Carl Sagan (1934-1996) num dos seus livros emblemáticos de divulgação científica, “O Mundo Assombrado pelos Demónios: a ciência vista como uma vela na escuridão”, para ilustrar a importância da ciência e da cultura científica. Neste livro, Carl Sagan faz a apologia da ciência, assumida como a única forma eficaz de combater a ignorância e desfazer mitos, fraudes, superstições e crendices. Ler mais

O Grafeno


João Lopes dos Santos

Volume 2, Número 2, abril a junho de 2014

Não há dúvida que o elemento Carbono é a maior dádiva de Deus aos químicos. A sua versatilidade é tal que existe uma especialidade de Química dedicada apenas aos compostos deste elemento. É verdade que essa versatilidade só se revela integralmente quando consideramos substâncias que incluem outros átomos, como os de hidrogénio, azoto ou oxigénio, para mencionar apenas alguns dos mais comuns na química do carbono. Mas só por si, o carbono já surpreende. O átomo de carbono tem número atómico Z = 6, e portanto 6 eletrões. A química deste elemento é determinada pelos estados disponíveis para os quatro eletrões com menor energia de ligação: uma orbital s e três orbitais p. As orbitais são ondas estacionárias, e tal como as ondas, podem sobrepor-se, ou, na linguagem da Química, hibridizar-se. Ler mais

Cultura de plantas geneticamente modificadas


Jorge M. Canhoto

Volume 2, Número 1, janeiro a março de 2014

Completam-se este ano, as duas primeiras décadas desde a comercialização das primeiras plantas geneticamente modificadas (PGMs). Foi em 1994 que, depois de obter autorização pelas entidades reguladoras dos Estados Unidos da América, a empresa Calgene lançou no mercado a primeira variedade de PGMs, um tomateiro, designada Flavr-SavrTM, e que tinha como característica principal um atraso na maturação dos frutos, permitindo assim alargar o período de colheita. No entanto, tudo começou, alguns anos antes, quando em 1983, quatro grupos de investigação independentes mostraram que era possível manipular o genoma das células vegetais da planta do tabaco e de petúnia introduzindo genes de outros organismos que conferiam às plantas novas capacidades. Ler mais

Prémio Nobel da Química 2013


Pedro Alexandrino Fernandes

Volume 1, Número 1, outubro a dezembro de 2013

O prémio Nobel da Química de 2013 foi atribuído a três cientistas, Martin Karplus, Arieh Warshel e Micheal Levitt, a desenvolver investigação essencialmente (mas não exclusivamente) nos Estados Unidos. Os três cientistas realizaram a sua investigação na área da química teórica e computacional, com ênfase na simulação computacional de proteínas e enzimas. De acordo com a Academia Sueca, o fundamento do prémio foi “The development of multiscale models for complex chemical systems”. O que é que esta frase quer dizer exatamente? O que são os modelos multiescala? O que são sistemas químicos complexos? Ler mais