Para exemplificar a construção de um diagrama circular, considere-se a seguinte tabela de frequências que apresenta a distribuição por zona geográfica\(\dagger\) das 3874115 famílias existentes em Portugal continental (Fonte: Resultados provisórios Census 2011 http://www.ine.pt):



Para construir o diagrama circular introduzimos uma nova coluna com os ângulos dos setores correspondentes às diferentes categorias, cujos valores, aproximados às unidades, são os que se apresentam a seguir, na coluna designada ângulo:





Junto de cada setor escreve-se o nome da categoria que representa, assim como a frequência respetiva. Da representação anterior ressalta o facto de ser a zona Norte a que tem maior percentagem de famílias, seguindo-se a zona de Lisboa. O Algarve é a zona com menos famílias.

Observação: No caso de se dispor de algum software de Estatística ou da folha de cálculo Excel, não é necessário proceder ao cálculo das amplitudes dos ângulos, pois basta ter a tabela das frequências dos dados a representar.

Embora o diagrama circular se utilize frequentemente, sobretudo na comunicação social, esta representação nem sempre é fiável na informação que procura transmitir e deve ser evitada quando a variável em estudo apresenta muitas categorias ou quando algumas das categorias apresentam frequências próximas.


Nota – Em GRAÇA MARTINS ET AL (2007), páginas 90 e 91, sugere-se um processo para ensinar os alunos do 1º ciclo a construirem um diagrama circular.


\(\dagger\) Na entrada diagrama em caixa de bigodes estão indicados quais os concelhos que constituem as diferentes zonas geográficas.