Matematicamente, a Lei de Ohm pode ser escrita da seguinte forma:



em que a constante R tem o nome de resistência elétrica e é característica do condutor e da sua geometria. Assim, a representação gráfica da diferença de potencial em função da intensidade de corrente é uma linha reta, cujo declive corresponde ao valor da resistência.


Figura 1. Condutor cilíndrico sujeito a uma diferença de potencial Δ V percorrido por uma corrente I.
Figura 1. Condutor cilíndrico sujeito a uma diferença de potencial ΔV percorrido por uma corrente I.

No caso do condutor ter a forma de um sólido de secção reta de área constante, como por exemplo, um cilindro ou um parelelepipedo regular, a resistência elétrica é dada pelo produto da resistividade do material (ρ) de que é feito o meio condutor e de um fator geométrico, que, neste caso, é igual à razão entre o comprimento (L) e a área da secção reta (A):



Nem todos os condutores obedecem à lei de Ohm. Para esses condutores o gráfico que relaciona a diferença de potencial com a intensidade de corrente não é linear. Por essa razão são chamados de condutores não lineares, por oposição aos condutores que obedecem à lei de Ohm – chamados condutores lineares. Nos condutores não lineares, o valor da resistência para um dado valor de intensidade de corrente, corresponde ao declive da reta tangente do gráfico da função ΔV(I). Como o gráfico não é linear, esse declive varia, logo, também é variável a resistência oferecida por esses condutores à passagem de corrente.


Figura 2. Exemplo de um comportamento não linear. Neste caso a resistência diminui com o
            aumento da corrente.
Figura 2. Exemplo de um comportamento não linear. Neste caso a resistência diminui com o aumento da corrente.

Figura 3.  Num trabalho experimental, os pontos (Δ V , I)
            distribuem-se adequadamente em torno de uma linha reta.
Figura 3. Num trabalho experimental, os pontos (ΔV, I) distribuem-se adequadamente em torno de uma linha reta.