Revista de Ciência Elementar

Raio atómico

Autor: Ricardo Ferreira Fernandes

Editor: Jorge Gonçalves

Resumo

Considerando os átomos com forma esférica, o raio atómico seria o raio de uma esfera que incluísse praticamente toda a nuvem eletrónica. No entanto, a nuvem eletrónica não apresenta uma fronteira rigorosamente definida, uma vez que os eletrões não se encontram em órbitas bem defenidas, sendo a sua distribuição espacial descrita por uma função de densidade de probabilidade, segundo o atual modelo de orbitais do átomo. Deste modo, dado que os átomos não são exatamente esferas rígidas, existem várias propostas de avaliação do tamanho dos átomos: raio metálico, raio covalente e raio de Van der Waals.

Se se conhecer a distância entre os núcleos de dois átomos ligados, pode considerar-se o raio atómico como metade dessa distância, como sucede nos elementos metálicos, em que o raio atómico se passa a designar por raio metálico. O mesmo se passa com elementos não metálicos covalentemente ligados em moléculas diatómicas (e.g. Cl2); nestas circunstâncias, o raio atómico adota a designação de raio covalente.