Revista de Ciência Elementar

Modelo atómico de Rutherford

Autor: Carlos Corrêa

Editor: Jorge Gonçalves

Resumo

O modelo atómico de Rutherford (E. Rutherford, F.R.S., Universidade de Manchester) foi apresentado numa comunicação efectuada na Manchester Literary and Philosophical Society em 1911 e publicada na revista Philosophical Magazine and Journal of Science, em Maio de 1911, com o título “The Scattering of \(\alpha\) and \(\beta\) Particles by Matter and the Structure of the Atom”.

Era convicção geral que os desvios de partículas \(\alpha\) (experiências de Geiger e Marsden[1]) e de partículas \(\beta\) (trabalhos de Crowthers[2]) quando feixes destas partículas atravessavam finas lâminas metálicas (por exemplo, de ouro, com espessura de cerca de 0,00004 cm) resultavam de uma série de sucessivos pequenos desvios.

Thomson havia concluído, baseado nos resultados experimentais de Crowthers com partículas \(\beta\) e em cálculos realizados sobre o seu modelo de “bolo de passas”, que os ângulos de cada desvio deveriam ser pequenos e resultantes da interacção sucessiva com N electrões. Crowthers, em experiências de deflexão com vários metais, calculou até o número de electrões, N, que seria responsável pelos sucessivos desvios e que diferia do número de electrões actualmente conhecido (Al. 27 em vez de 13, Cobre 42 em vez de 29, prata 78 em vez de 47, etc.).