Revista de Ciência Elementar

Lei de Ohm

Autor: Miguel Ferreira

Editor: Joaquim Agostinho Moreira

Em 1827, Georg Ohm (1787 – 1854), após investigações sobre a condução elétrica, concluiu que para um condutor metálico, a uma dada temperatura fixa, a razão entre a diferença de potencial entre os seus terminais e a intensidade de corrente que o atravessa é constante. Este enunciado constitui a Lei de Ohm.

Matematicamente, a Lei de Ohm pode ser escrita da seguinte forma:

em que a constante R tem o nome de resistência elétrica e é característica do condutor e da sua geometria. Assim, a representação gráfica da diferença de potencial em função da intensidade de corrente é uma linha recta, cujo declive corresponde ao valor da resistência.

Figura 1 Condutor cilíndrico sujeito a uma diferença de potencial ΔV percorrido por uma corrente I.

No caso do condutor ter a forma de um sólido de secção recta de área constante, como por exemplo, um cilindro ou um parelelepipedo regular, a resistência eléctrica é dada pelo produto da resistividade do material (ρ) de que é feito o meio condutor e de um factor geométrico, que, neste caso, é igual à razão entre o comprimento (L) e a área da secção reta (A):

Nem todos os condutores obedecem à lei de Ohm. Para esses condutores o gráfico que relaciona a diferença de potencial com a intensidade de corrente não é linear. Por essa razão são chamados de condutores não-lineares, por oposição aos condutores que obedecem à lei de Ohm – chamados condutores lineares. Nos condutores não lineares, o valor da resistência para um dado valor de intensidade de corrente, corresponde ao declive da recta tangente do gráfico da função ΔV(I). Como o gráfico não é linear, esse declive varia, logo, também é variável a resistência oferecida por esses condutores à passagem de corrente.

Figura 2 Exemplo de um comportamento não linear. Neste caso a resistência diminui com o aumento da corrente.

Figura 3 Num trabalho experimental, os pontos (ΔV, I) distribuem-se adequadamente em torno de uma linha reta.