Revista de Ciência Elementar

Planeamento urbano de forma sustentada, em sala de aula

Autor: Manuela Lopes

No atual currículo de Ciências Naturais do oitavo ano do ensino básico, no âmbito do conteúdo de Ordenamento e Gestão do Território, pretende-se que os alunos compreendam o conceito de planeamento urbano e relacionem o papel dos instrumentos de ordenamento e gestão do território com a proteção e conservação da Natureza.

 

 

No atual currículo de Ciências Naturais do oitavo ano do ensino básico, no âmbito do conteúdo de Ordenamento e Gestão do Território, pretende-se que os alunos compreendam o conceito de planeamento urbano e relacionem o papel dos instrumentos de ordenamento e gestão do território com a proteção e conservação da Natureza.

 

 

Nesse sentido e com o objetivo de estabelecer pontes entre a teoria e a prática, numa aproximação ao modelo de Steinitz (Steinitz, 1994), propõe-se uma atividade, em sala de aula, de acordo com a seguinte metodologia:

1. Inicialmente, a turma é dividida em grupos de cinco elementos.

2. São identificados os interesses-chave de cada um dos elementos do grupo, de entre as áreas seguidamente referidas: Saúde, Ambiente, Comércio, Cultura e Indústria..

3. Fornece-se ao grupo o mapa de uma área conhecida.

4. Apresenta-se ao grupo a pretensão de serem contruídos, na área dada, uma biblioteca pública, um parque urbano, um hospital, um centro comercial e uma empresa de cromagens.

5. Pede-se que cada elemento do grupo, individualmente, proponha a localização da construção que serve os interesses que defende, usando para tal uma mica transparente sobre o mapa dado e canetas de acetato.

6. Pede-se ao grupo que sobreponham as diferentes micas identifiquem incompatibilidades de localização das construções propostas individualmente.

7. Dinamiza-se a discussão entre os diferentes elementos do grupo de forma a que cheguem a uma localização consensual das cinco construções.

8. Solicita-se ao grupo a apresentação de uma proposta final de planeamento urbano pelo grupo, acompanhada de um relatório onde sejam defendidas as vantagens do referido planeamento a que o grupo chegou, em consenso, contemplando sempre a defesa da qualidade ambiental.

Na figura 1 é apresentado um trabalho intermédio de alunos de 8º ano, ao longo do processo descrito.

Figura 1. Trabalho de planeamento urbano, realizado por alunos de 8ºano.

 

 

Referências

Steinitz, C. “A framework for theory and practice in landscape planning”, Ekistics 61.364-365 (jan/ap 1994): 4-9.

Manuela Lopes
Professora de Biologia e Geologia Escola Augusto Gil - Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa